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FGTS: Setor varejista prevê aquecimento econômico com liberação

sábado, 14 de setembro de 2019
Para especialista, dinheiro extra deve ser usado para pagamento de dívidas. Movimento estimula retorno do brasileiro endividado ao consumo.

Entidades do setor varejista , que reúne comércio e serviços, repercurtiram positivamente o anúncio da de ampliar as regras para saque das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). 

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) soltou uma nota para "manifestar apoio" à decisão de liberar os saques de contas do FGTS . "A entidade acredita que a medida vai ao encontro das expectativas dos varejistas, que esperam ações que contribuam para a dinamização da economia", afirma a nota da confederação.

O economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) Marcel Solimeo, avalia a decisão do governo de liberar os saques como "acertada”. Ele, entretanto, pondera que deixar os saques apenas para setembro "reduzirá o impacto que essa medida poderia ter sobre o varejo", declara o economista.

O ideal seria que os saques fossem liberados de uma só vez agora em agosto, de maneira a se aproveitar o Dia dos Pais, visto que o comércio já está montando uma estrutura de marketing, com liquidações e promoções, para a data comercial . Com a liberação adiada para setembro, perde-se um pouco do  timing ", avalia Marcel Solimeo.

Para Solimeo, parte do valor liberado será usado para compras, mas mesmo quando o dinheiro é usado para quitar débitos, o varejo sai ganhando. “E mesmo aqueles que usarem o dinheiro para pagar dívidas, uma vez com o débito quitado, eles ficarão livres para fazer novas compras”, comenta.

Essa também é a avaliação do economista Flávio Calife, da empresa de análise de crédito Boa Vista SCPC.  Para ele, o dinheiro extra deve não apenas estimular o consumo de bens e serviços como também ajudar o consumidor endividado a quitar os débitos – e, assim, ganhar fôlego para fazer novas compras parceladas.

Ele lembra que a liberação de recursos de contas inativas, há dois anos, colaborou para as vendas do varejo terem a primeira alta em dois anos. "Desta vez não deve ser diferente uma vez que o dinheiro deve aliviar o endividamento do consumidor, e o risco de inadimplência", avalia  Calife.

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, o acesso aos recursos do fundo pode beneficiar o brasileiro que mais necessita. “Os saques devem atender às necessidades de quem mais sofre neste momento, os cidadãos das classes C, D e E, que estão há muito tempo sem liquidez ”, declara Costa.

Em abril deste ano, o Indicador de Uso do Crédito, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mostrou que 17% dos consumidores brasileiros tiveram crédito negado ao tentarem fazer uma compra a prazo. O levantamento aponta que a principal razão para a negativa é o fato de estarem com o nome inserido em cadastros de inadimplentes (27%). O estudo é realizado bimestralmente e, neste caso, tem o mês de abril como referência.

 

 

Fonte: Fonte: Economia - iG @ https://economia.ig.com.br/2019-07-24/fgts-setor-varejista-preve-aquecimento-